Chamei de Unpublished Series justamente por isso: são imagens que não nasceram pra vender nada. Nasceram pra ficar.
A fotografia é uma das poucas formas de eternidade que a gente consegue tocar. Você aperta o botão e aquele instante — a luz daquele dia, o gesto que não se repete — para de escorrer. Vira lembrança viva.
Essa sequência é meu lembrete disso. Fora do briefing, fora do prazo, fora da entrega. Só o olhar e o que ele decide guardar.
É o tipo de trabalho que me faz lembrar por que comecei.

