Tem ensaio que envelhece. E tem ensaio que resiste ao tempo — você olha anos depois e ele continua de pé. Esse é da segunda categoria.
Com a AnaÍle a questão nunca foi seguir tendência. Foi buscar o que fica quando a tendência passa: presença, olhar, a forma como a luz encontra o rosto e não tem pressa de sair.
Chamo isso de essência. É o oposto do descartável — é a fotografia que você pendura na parede e não cansa.
AnaÍle é isso: atemporal, no sentido mais literal da palavra.

