Tem ensaio que vai encontrando o caminho junto com a pessoa fotografada. Com a Alice Schmitt Riffel, foi muito isso: a gente não precisava forçar uma personagem, nem transformar tudo em algo sério demais. O ensaio foi sendo construído com leveza, no tempo dela, do jeitinho dela.
A Alice faz parte das debutantes do Baile de Debutantes 2026 do Bandeirante de Brusque, uma tradição que carrega um significado bonito para ela, para a família e para todos que acompanham esse momento. A patronesse das debutantes de 2026 é Juliana Brito Wehmuth, e esse tipo de projeto sempre me lembra que fotografia de 15 anos não é só sobre festa. É sobre guardar uma fase.
Visualmente, o ensaio passeia por caminhos diferentes sem perder a naturalidade. Começamos com uma produção em preto e branco, jaqueta de couro, contraste forte e uma luz mais gráfica. Depois, a sequência fica mais quente, com brilho de contraluz, pele iluminada, movimento no cabelo e uma energia mais solta. No final, os retratos ficam mais próximos, mais delicados, como se a imagem baixasse um pouco o tom para deixar a Alice aparecer com calma.
Gosto quando um ensaio de debutante consegue ter esse equilíbrio: um pouco de editorial, um pouco de espontaneidade, um pouco de sonho e muito da pessoa que está ali. Porque, no fim, a foto precisa continuar fazendo sentido daqui a muitos anos.
E talvez seja isso que torna esse momento tão importante: hoje é ensaio, logo vira lembrança. E essa lembrança fica para ela, para a família e para essa história bonita que o Bandeirante ajuda a construir.

